Erisipela

por out 15, 20140 Comentários

Definições Gerais

Erisipela é a infecção do tecido celular subcutâneo causada por germes que habitualmente colonizam a pele porém em alguns situações se tornam infectantes, penetrando a epiderme( camada superficial da pele), causando infecção local.

As infecções de pele podem se manifestar de diversas formas a depender da extensão, profundidade e tecidos acometidos. São também classificadas como infecções de pele: furunculoses, celulites, linfangites, abscessos profundos de origem cutânea.

Ocorrem mais frequentemente em pacientes com edema do membro, linfedema, diabéticos, portadores de insuficiência venosa crônica, acometidos por lesões que possam atuar como porta de entrada: ulcerações, queimaduras, micoses ou fissuras interdigitais, onicomicose.

As bactérias frequentemente envolvidas são Streptococcus (grupo B hemolítico)  e Staphylococcus, além de bactérias gram negativas que eventualmente podem atuar na infecção.

Sintomas

Ao início do quadro o membro afetado pode apresentar edema, calor local e vermelhidão ( hiperemia) localizado que pode ser disseminar e formar bolhas superficiais com aspecto de pele queimada ou casca de laranja. Dependo da extensão da lesão também pode haver dor local, sensação de queimação, febre e adinamia ( mal estar).

O diagnóstico deve ser realizado após avaliação médica já que esta infecção pode apresentar graves complicações quando não tratada de maneira adequada, principalmente em pacientes debilitados e diabéticos. O exame físico identifica a extensão da lesão e as possíveis “ portas de entrada” além de avaliar o comprometimento sistêmico.

Tratamento

O tratamento é realizado com controle da infecção por meio de antibioticoterapia adequada para cada paciente, controle dos fatores de risco associados como tratamento de fissuras e micose interdigital, controle de doenças associadas como edema, linfedema e diabetes mellitus e por vezes limpeza cirúrgica das lesões (necessário apenas nos casos mais graves).

Em alguns casos a doença pode recidivar mesmo após tratamento adequado já que muitos pacientes persistem com edema residual por lesão inflamatória dos vasos linfáticos, que se tornam disfuncionais. Além disso, o controle adequado das fissuras, micose interdigital e lesões de pele por ulcerações ou ressecamento é muitas vezes difícil.

A prevenção de novos episódios deve ser feita com cuidados locais, vigilância dos fatores de risco, controle do edema secundário, profilaxia antimicrobiana e tratamento precoce de novas infecções.

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