Aneurismas viscerais

Definições Gerais

Consideramos as principais artérias viscerais: artéria esplênica, mesentéricas superior e inferior, renais, tronco celíaco, hepáticas e gastroduodenal. Elas são todas artérias que se localizam na barriga e emergem direta ou indiretamente da aorta abdominal.

Aneurismas viscerais: Consideramos que há aneurisma quando há dilatação em algum segmento maior que 50% do valor do diâmetro normal desse vaso.

A etiologia mais frequente é a degeneração da parede da artéria em todas as artérias, com exceção da artéria mesentérica superior que é infecciosa a causa mais frequente.

Diagnóstico

O diagnóstico dessa dilatação geralmente se dá quando há uma complicação ou através de um exame de imagem por outra causa.

Os melhores exames para o diagnóstico e programação terapêutica são a angiotomografia e a angioressonância.

Sintomas

Os aneurismas de artéria poplítea são geralmente assintomáticos. Tem sintomas quando complicam.

A complicação mais frequente é a ruptura com risco de sangramento abdominal. Condição de alto risco.

Tratamento

O momento certo de operar esses aneurisma é controverso mas geralmente se opera quando há sintomas/complicações ou quando o diâmetro atinge mais que 2cm.

O tratamento pode ser aberto ou endovascular. O tratamento aberto é quando se abre o abdome e se troca a artéria cometida por um segmento de veia safena ou prótese. Geralmente se indica essa modalidade de tratamento em aneurismas rotos ou em pacientes com anatomia desfavorável para o tratamento endovascular. O tratamento endovascular é realizado acessando geralmente a artéria femoral ou braquial. Nesse caso se acessa a artéria acometida com um cateter. Após isso pode-se realizar várias técnicas baseadas na artéria doente e anatomia. Pode-se ocluir a artéria com molas, cola ou onix. Ou realizar o implante de stents recobertos para desviar o fluxo de sangue diminuindo a pressão dentro do aneurisma.

Consideramos os aneurismas de artérias viscerais as dilatações das artérias que emergem da aorta abdominal direta ou indiretamente e que se localizam no abdome. As mais frequentes são as artérias renais, esplênicas, gastroduodenais e mesentéricas. O tratamento dos aneurismas de artérias viscerais pode ser realizado através do tratamento aberto com exclusão ou endovascular. Para o tratamento aberto, realizamos a abertura do abdome e dissecção do aneurisma. Realizamos o reparo do mesmo e a ressecção. As artérias são reconstruídas utilizando um conduto para cada caso (veia safena ou materiais sintéticos).

Para o tratamento endovascular realizamos uma punção para acesso que pode ser pelo braço ou pela virilha (artérias femorais). Realizamos um exame de arteriografia para identificar o aneurisma e, dessa forma, cateterizamos a artéria dilatada com microcateteres. Assegurado o acesso, realizamos o tratamento com a utilização de diversas técnicas a depender da anatomia: embolização com molas, cianoacrilato, implante de stents revestidos, etc.

O tratamento endovascular tomou o lugar do procedimento de escolha na maioria dos casos. Isso porque apresenta menor índices de complicações e por apresentar menor morbidade. Escolhemos a técnica aberta quando a anatomia nao permite o tratamento endovascular e em casos de aneurismas rotos.

Geralmente os pacientes ficam internados por 1-3 dias. Existe a necessidade de acompanhamento com ultrassom e angiotomografias por tempo indeterminado. Para informações sobre a doença clique em doenças vasculares no menu principal. Abaixo há uma animação de como são realizadas as embolizações com molas de liberação controlada.

https://www.youtube.com/watch?v=qcVdsLEqYqI

 

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