Aneurisma de Artéria Poplítea

Definições Gerais

A artéria poplítea é a artéria da perna que é a continuação a artéria femoral. Ela começa um pouco acima do joelho e termina aproximadamente 15cm abaixo do joelho após a emergência das artérias de perna. É uma artéria que fica presa entre dois pontos fixos e, por isso, em alguns casos está propensa a dilatação. Quando essa dilatação alcança um diâmetro acima de 1,5 x o diâmetro normal chamamos de aneurisma de artéria poplítea.

Sintomas

Pacientes com essa condição geralmente são assintomáticos e fazem esse diagnóstico quando fazem um exame de imagem ou quando há algum tipo de complicação. Podem dar sintomas neurológicos de compressão (formigamentos e perda de sensibilidade de perna) ou inchaço de perna pela compressão da veia. A complicação mais frequente é a oclusão da artéria com micromebolização para as artérias de perna.

Diagnóstico

O diagnóstico é feito pelo exame clínico com aumento de amplitude do pulso poplíteo. Além disso, podemos fazer ultrassom doppler e angiotomografia.

Tratamento

Há indicação de tratamento quando há sintomas ou complicações e quando assintomática com diâmetro acima de 2cm e acima de 1,5cm com trombos na parede.

O tratamento é cirúrgico: pode ser feito de maneira aberta (convencional) ou endovascular.

No tratamento aberto a artéria dilatada é trocada pela veia safena do mesmo membro ou por uma prótese. No tratamento endovascular é realizado o implante de um stent revestido que fica por dentro da artéria dilatada isolando-a de modo que o fluxo não passe mais na parede doente.

A indicação de um método ou outro é baseado na anatomia da doença e do risco cirúrgico do paciente.

O tratamento do aneurisma da artéria poplítea pode ser realizado de duas maneiras: aberto ou endovascular.

No tratamento aberto realizamos uma ponte entre a artéria saudável e não dilatada proximal para a artéria saudável e não dilatada distal. Geralmente da artéria femoral para a artéria poplítea abaixo do joelho. Necessitando de, pelo menos, duas incisões (geralmente uma na coxa e outra na perna). Nessa técnica utilizamos um conduto para realizar essa ponte. Esse conduto pode ser um segmento de veia safena ou algum material artificial (como o PTFE ou dacron). Após a cirurgia os pacientes ficam em unidade de terapia intensiva por pelo menos 1-2 dias e alta em 3 dias, aproximadamente. Na preparação do paciente a ser submetido ao tratamento realizamos, além dos exames de imagem, o rastreamento do substituto com US doppler dos membros (com a equipe). Além disso, uma adequada avaliação cardiológica deve ser feita.

No tratamento endovascular fazemos o implante de um stent revestido dentro da artéria doente – começando na parte saudável proximal para a parte saudável distal ultrapassando e isolando a artéria dilatada.

Para esse tratamento utilizamos como acesso uma punção em virilha do mesmo lado ou do outro lado. A artéria de acesso é, geralmente, a artéria femoral comum. Nesse tratamento não ha a necessidade de incisões na maioria dos casos. Há a necessidade de seguimento com exames de imagem no acompanhamento em consultório. Em, alguns casos há a necessidade de reintervenções no seguimento a longo prazo. Para o tratamento endovascular há a necessidade do estudo das imagens em reconstrução utlizando programas específicos. Isso é para avaliar a anatomia e escolha adequada dos materiais a serem implantados. O procedimento é feito em suite endovascular ou no centro cirúrgico com arco de fluoroscopia.

A decisão na escolha no tratamento endovascular e aberto é complexa e leva em conta diversos aspectos: clínicos, técnicos e anatômicos. Via de regra, para essa doença a clínica tem como tratamento padrão o aberto e, em casos específicos o endovascular. Isso devido a melhor evolução a longo prazo do tratamento aberto. Para os pacientes sem substituto, de alto risco cardiológico e acamados, o tratamento endovascular é a principal indicação.

Abaixo há uma animação do tratamento endovascular com o uso de um stent revestido:

https://www.youtube.com/watch?v=xRwIR7XUnvs 

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