Tratamento convencional de vasinhos

por | abr 15, 2017

A escleroterapia (aplicação) é o tratamento dos vasos (telangiectasias) em que se injeta um agente que causa inflamação dentro do vaso. Após alguns dias, aquele vaso oclui e o corpo o reabsorve. O agente mais utilizado é a glicose a 75%. A glicose tem uma osmolaridade bem acima da do sangue. Por isso, quando ela é injetada ela tema a capacidade de agredir o endotélio do vaso. Outro agente utilizado é o polidocanol em sua forma líquida e em baixas concentrações. Esse agente detergente também tem a capacidade de agredir o vaso causando inflamação controlada. Para a escleroterapia utilizamos uma seringa de 3mL e uma agulha com calibre menor que a da insulina.

A escleroterapia é indicada para os vasos com menos de 3mm de diâmetro e especialmente para os de menor calibre (menor que 1mm). Há a necessidade de avaliar cada caso e observar se há veia nutridora para os vasinhos ou não. Um erro muito comum é o vascular não tratar a veia nutrícia (muitas vezes não visível a olho nu) e os vasinhos não melhorarem ou retornarem muito precocemente. Para o tratamento dessa veia podemos usar LASER, espuma ou microcirurgia no consultório. Essas veias podem ser identificadas no exame físico com auxílio de luz de LED (veinlite) ou através de us doppler.

As sessões são geralmente contadas pelo uso de uma seringa em cada sessão. Mas muitos médicos adotam várias formas de contar cada sessão.

Em alguns casos necessita-se de compressão logo após as sessões com o uso de faixa elástica ou meia elástica. O intervalo entre as sessões é de 1 a 2 semanas. Na maioria dos casos liberamos a atividade física leve e trabalho no mesmo dia da escleroterapia. O Sol deve ser evitado em casos que se formarem hematomas e em pacientes muito morenos ou negros. Se a exposiçao for inevitável orientamos o uso de protetores solares fator 30.

Há a possibilidade de formação de manchas escurecidas principalmente em pacientes morenos e em veias muito superficiais e calibrosas. Nesses casos utilizamos injeção com líquido gelado através de um aparelho chamado Siberian que emite ar a -20 graus. Em raros casos que há a formação da mancha ela some em 60% em 6 meses e 90-100% em 1 ano. Utilizamos cremes clareadores para potencializar o tratamento. O número de sessões depende do tipo de vaso, quantidade e calibre. Orientamos os pacientes de um número estimado e vamos tendo melhor idéia com as sessões.

Um ponto importante a considerar é que, na maioria dos casos, os vasos não somem 100%. Obtemos uma melhora que varia de 70-90% a depender do tipo de vaso. Isso se deve ao calibre dos vasos e pelo método. Vasos muito pequenos e frágeis são menores que a própria agulha o que limita a técnica.

Em relação a recorrência, sabemos que, tratando as veias nutrícias, os vasos aparecem em outros locais bem lentamente. Geralmente são outros vasos formados e gradualmente. Sendo assim, recomendamos retoques assim que esses vasos reaparecem com intervalos de 1 a 2 anos.

Abaixo há um vídeo exemplificando o tratamento:

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